Foi naquele inesquecível mês de junho de dois mil e vinte e cinco Dia três, m ais precisamente às dezasseis e trinta e oito minutos Que a desgraça se abateu sobre mim Sob o comando de uma mão que calça luva negra E bata de satã, mulher ardilosa que repete Mente sobre o Juramento de Hipócrates Desumana, escura, fingindo-se passar Por curandeira salvadora de almas à beira do precipício Pior que a morte Empurra mais depressa a vítima E afirma com aqueles dentes aguçados de drácula: Você é que sabe, a senhora é que sabe! num tom alterado, As orelhas achatadas para trás, cauda chicoteando , Pelos eriçados , rosnados, bufados e agressiva Com mordidas e arranhões. Uma felina perigosa. Pois sei, por mim, enchia-te esse cabelo de cordas sujas Para ficares bem aromática e insuportável Metia-te nessa cara esconjurada O tal pó de anjo, no lugar da morfina, A droga mais eficiente , a fenciclidina e altame...