O homem não
Livres são as aves todas do céu
as flores silvestres do campo
As águas límpidas do riacho
soltam burburinhos de vozes sussurantes e mansas
Livres são as cascatas ruidosas sem medo de explodir
precipício abaixo num ronco brutal !
E os rios? os rios não param,
não esperam que a pedra se quebre e permita passar ,
ou os muros se afastem. Não, nunca !
Lentamente a corrente vai contornando
a impermeabilidade da pedra dura, amolecendo a dureza da terra
Há caminhos pantanosos , areias movediças e certas águas apanhadas
Nem contornar, nem enfrentar...mas há fios de água que criam atalhos , um alívio, ter força para seguir e esperanca para continuar.
Tristes são
águas paradas destilando a doença que mata.
Cada rio segue a braçadas o seu destino até se lançar ao mar
E quando mar e vento se emaranham numa apoteose medonha
A força da batalha final, vence quando os dois se acalmam e a paz é
alcançada.
Os oceanos, oh, os oceanos sortudos, grandiosos aquários
a casa onde os peixes respiram livremente
Oh , imenso ventre onde albergam boas companhias.